Você sabe o que você come?

Cochonilha - um besouro - está em muitos alimentos!




Sempre temos dificuldades na hora de comprar alimentos industrializados. Temos que olhar muito bem os rótulos para saber se eles contém ou não Cochonilha. Cochonilha é um corante feito de um besourinho que não é kasher, obviamente. 


Infelizmente os fabricantes não mostram de que é feito esse corante e muitas vezes ingerimos coisas que nunca pensamos em comer. O que acha? Quer comer um besourinho?


Descrição Científica



Originário do México, mede de 2 a 5 milímetros de comprimento, é geralmente marrom ou amarelo, e se alimenta parasitando a seiva de cactos e plantas e da umidade ali presente. Dentro da classe dos insetos, as cochonilhas são classificadas na ordem Hemiptera, sendo parentes próximas das cigarrinhascigarras e dos pulgões. São conhecidas mais de 67.500 espécies de Hemiptera.
Para defender-se da predação por outros insetos, produz ácido carmínico, que extraído de seu corpo e ovos é utilizado para fazer o corante alimentício que leva seu nome.
No Brasil, a cochonilha é também uma praga de jardim. A primeira evidência de que a planta está infestada é o aparecimento de bolinhas brancas que parecem ser de algodão nos caules, próximos às folhas. Elas sugam a planta, roubando sua seiva, alojando-se principalmente na parte inferior das folhas e dos brotos. As cochonilhas secretam uma substância pegajosa, que deixa as folhas com a aparência de que estão enceradas, e que facilita o ataque de fungos como o fungo fuliginoso. Costuma atrair também as formigas doceiras.
Algumas cochonilhas têm uma casca dura que impede a penetração de inseticidas. Neste caso, é preciso fazer uso de soluções à base de óleo mineral e sabão que, uma vez grudadas à carapaça, impedem que o inseto respire. As melhores alternativas são a Emulsão de Óleo Mineral ou a Calda de Fumo. Caso o controle natural não produza os resultados esperados, é necessária a utilização de um inseticida organofosforado.
Seu predador natural é a joaninha, assim como alguns tipos de vespas.

Carmim

carmim é uma substância corante, vermelho vivo, extraída da cochonilha-do-carmim (Dactylopius coccus, parente do pulgão). Por extensão, carmim é também considerada uma cor, muito próxima ao magenta.
Em química, o termo se refere à substância C14H7NaO7S, utilizada como indicador ácido-base, como corante em alimentos, em fármacos, cosméticos etc.

Histórico

O corante cochonilha é conhecido e utilizado desde as civilizações asteca e maia. A História relata que onze cidades conquistadas por Montezuma no século XV pagaram-lhe um tributo em forma de dois mil cobertores de algodão e quarenta sacos de corante cada uma. Durante o período colonial mexicano, a produção do corante cochonilha (conhecido por grana fina) cresceu rapidamente. Produzido quase exclusivamente em Oaxaca, por produtores indígenas, a cochonilha se tornou o segundo produto em valor exportado do México, superado apenas pela prata.3 O corante era consumido em larga escala na Europa e seu valor era tão alto no mercado industrial que seu preço chegou a ser negociado na Bolsa de Mercadorias de Londres e Amsterdam.
Após a Guerra da Independência do México, entre 18101821, o monopólio da produção de cochonilha chegou ao fim. Produções em larga escala começaram a ser feitas naGuatemala e nas Ilhas Canárias. A demanda por cochonilha diminuiu ainda mais quando surgiu no mercado a alizarina, derivada das raízes da garança (Rubia tinctorum), em 1869 e durante o resto do século XIX com os corantes sintéticos. Isto representou um grande choque para a Espanha, já que diversas fábricas produtoras de corante cochonilha faliram por não conseguirem competir com seu processo praticamente artesanal de cultivo do inseto em face da escala industrial dos corantes sintéticos com seus preços em queda devido ao aumento na produção.
Devido à forte concorrência dos produtos industrializados, a produção deste corante praticamente parou durante o século XX e foi mantida apenas com o propósito de manter a tradição indígena mexicana.
Apenas nos últimos anos a cochonilha voltou a ser comercialmente viável , ainda que muitos consumidores não saibam que a expressão "corante natural" se refere à tinta derivada de um inseto, ou pelo menos ao vermelho-escuro deste.
Uma das razões que trouxeram o corante cochonilha de volta ao mercado é o fato de que ele não é tóxico ou cancerígeno como muitos outros corantes vermelhos artificiais. No entanto, há evidências de que uma pequena porcentagem de pessoas, quando exposta à cochonilha, possa ter uma reação de choque anafilático.


Questões Éticas

Organizações de defesa dos direitos animais têm criticado a prática de obtenção do corante a partir do inseto cochonilha. Tais grupos alegam que é anti-ético e cruel a morte de milhões de vidas para uma finalidade fútil, segundo eles, já que para se conseguir cerca de meio quilo do corante são necessários cerca de setenta mil insetos. Os vegetarianos frequentemente realizam campanhas para divulgar o processo de fabricação do corante carmim, além de promover o boicote aos produtos que o contém.



Mas quando ingerimos produtos com Cochonilha, não estamos ingerindo um besourinho, mas milhares deles. "São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante."

Vídeos


É uma praga!


Onde ele está?

Não sou defensora dos animais, mas me preocupo com o que como. Carmim está presente em quase todos os produtos que contém morango, nas salsichas, nos presuntos, apresuntados, peitos de peru, em alguns biscoitos de chocolate, em sucos de frutas e muitos outros.



Se você quiser evitar esse corante terá que olhar os rótulos com cuidado, na indicação dos ingredientes. Geralmente ele vem descrito assim:

- Corante natural carmim, ou
- Corante natural carmim de cochonilha, ou
- Corante INS 120, ou
- Corante E-120, ou
- Vermelho 4, ou
- Vermelho 3, ou
- Cochineal, ou
- Carmim, ou
- Corante C.I

Fontes:











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